Ataque russo à região de Kiev faz pelo menos 13 mortos e 40 feridos, Zelensky pede ajuda para reforçar defesa aérea
"Enquanto a Ucrânia não tiver uma defesa antimíssil balístico adequada, a Rússia não considerará seriamente a paz", disse Volodymyr Zelensky, frisando que cada antimíssil "salva a vida" do seu povo.
Pelo menos 13 pessoas morreram durante bombardeamentos russos na região de Kiev, entre a noite de quarta-feira e esta quinta-feira, e 40 ficaram feridas, de acordo com o Serviço de Emergência da Ucrânia.
"Cinco pessoas foram mortas pelo inimigo. Outras vinte e três pessoas ficaram feridas" durante o ataque noturno, precisava a administração militar de Kiev no Telegram, num primeiro balanço do ataque, entretanto ampliado. No distrito de Brovary, nos arredores de Kiev, uma pessoa também foi morta, segundo o chefe da administração local, Timur Tkachenko.
"Às 3h20 (1h20 em Lisboa), foram assinaladas consequências do ataque inimigo em mais de 12 locais dos distritos de Darnytskyi, Sviatoshynskyi e Solomianskyi da cidade. Edifícios habitacionais, um estabelecimento médico e um estabelecimento de ensino foram danificados. Deflagraram incêndios em armazéns que cobrem uma superfície considerável", precisou também a administração militar na sua mensagem. O alerta de ataque aéreo permaneceu ativo até às primeiras horas da manhã desta quinta-feira.
"No distrito de Solomianskyi, os pisos superiores de um edifício residencial de nove andares desmoronaram-se e deflagrou um incêndio. Noutro endereço, há pessoas presas no interior de um prédio residencial", tinha, por sua vez, precisado o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.
Por outro lado, a força aérea ucraniana anunciou durante a noite que vários mísseis tinham entrado no espaço aéreo do país pelo norte e nordeste, nas regiões de Poltava e Kharkiv.
Zelensky pede reforços para defesa aérea
O Presidente ucraniano afirmou entretanto que a Rússia está a investir em mísseis balísticos e a intensificar o conflito, e pediu uma resposta internacional.
"Infelizmente, enquanto Moscovo investe em mísseis balísticos e agrava a situação, o Mundo nem sempre responde adequadamente a estes ataques. E enquanto a Ucrânia não tiver uma defesa antimíssil balístico adequada, a Rússia não considerará seriamente a paz", disse Volodymyr Zelensky, no Telegram, lamentando a falta de capacidade antimíssil balístico.
"Cada míssil [antimíssil] adicional salva a vida do nosso povo. Agradeço a todos os que compreendem isto, procuram e encontram formas de ajudar", concluiu.
A Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos contra a capital para esgotar as reservas de defesa aérea de Kiev.
A cidade dispõe de sistemas limitados capazes de intercetar ameaças balísticas, enquanto o fornecimento de mísseis para os seus sistemas de defesa aérea Patriot, de fabrico norte-americano, permanece cronicamente limitado.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha autorizado a Ucrânia a obter licenças para produzir sistemas de defesa aérea Patriot, mas mais tarde reverteu essa decisão.
Entretanto, a Ucrânia intensificou a sua própria campanha de ataques de longo alcance contra depósitos de armas, instalações militares e outros alvos estratégicos no interior do território russo, procurando reduzir a capacidade de Moscovo para manter os ataques às cidades ucranianas.
Mais de quatro anos após o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, os ataques intensificaram-se de ambos os lados da frente de combate, provocando um número crescente de vítimas civis. As autoridades dos dois países acusam-se mutuamente de visar civis deliberadamente.
Fonte: Expresso
Comentários
Enviar um comentário