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Costa desalinhado de Von der Leyen sobre ataques ao Irão: “A UE deve defender a ordem internacional baseada em normas”

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  Enquanto a presidente da Comissão sugere que o sistema baseado em regras está ultrapassado, o antigo primeiro-ministro português insiste em soluções multilaterais. As posições recentes de Von der Leyen, alinhadas com os Estados Unidos, também já mereceram o reparo de Teresa Ribera, primeira vice-presidente da Comissão (e socialista como Costa). O presidente do Conselho Europeu, António Costa, demarcou-se publicamente da visão da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre o futuro da ordem global e a atual guerra contra o Irão, escreve o jornal espanhol  “El País” . Enquanto Von der Leyen sugeriu que  o sistema baseado em regras está ultrapassado , o antigo primeiro-ministro português insistiu que  a União Europeia (UE) deve continuar a ser o baluarte dos princípios da Carta das Nações Unidas . A falta de sintonia surge numa altura em que a ordem internacional é posta à prova com a guerra na Ucrânia, o conflito em Gaza e a recente ofensiva lançada ...

Trump admite negociações de paz condicionadas com Irão

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  EUA admitem possíveis negociações com o Irão, enquanto a guerra se intensifica. Berlim alerta para a ausência de um plano claro para pôr fim ao conflito. Crescem dúvidas sobre o futuro da região e o impacto nos mercados. A tensão no  Médio Oriente  ganhou uma nova dimensão após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitir a possibilidade de abrir negociações com o Irão, ainda que condicionadas aos termos apresentados por  Teerão.  As declarações surgem num momento em que o conflito iniciado a 28 de fevereiro por forças norte‑americanas e israelitas continua a alastrar-se por toda a  região. Numa entrevista à Fox News, Trump afirmou ter recebido indicações de que o Governo iraniano estaria "muito interessado em conversar", sublinhando, no entanto, que qualquer negociação dependerá dos termos colocados em cima da mesa por Teerão. Apesar de não descartar contactos diplomáticos, o Presidente norte‑americano insistiu que Washington "já não precisa ne...

Irão: Media ocidental censurada na cobertura do conflito?

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  A informação divulgada pelo Ocidente sobre a guerra contra o Irão "não está equilibrada", alerta um especialista, avisando para o risco de perda de credibilidade de uma imprensa até agora considerada livre. A imprensa ocidental e israelita estão a autocensurar-se na cobertura da guerra com o  Irão , considera o especialista em resolução de conflitos Aly Jamal. Aos seus olhos, essa imprensa reporta mais sobre a situação no Irão do que sobre Israel e os países do  Médio Oriente . E as consequências são a promoção de um espaço de  fake news  ilimitado, acrescenta. Os objetivos da postura parcial, de acordo com Jamal, são manipular a opinião pública e esconder os problemas reais da guerra para não desanimar os seus cidadãos. A DW entrevistou o académico moçambicano.  DW: As redes sociais permitem um acesso às verdades da guerra, dificultando narrativas vitoriosas. O ocidente estava a contar que esse instrumento poderia jogar contra si? Aly Jamal (AJ):  E...

Para Vladimir Putin, a guerra no Irão é um misto de trauma e oportunidade

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  O Kremlin não consegue defender o regime dos aiatolas nem enfrentar Donald Trump, mas a tensão prolongada beneficiaria a Rússia na luta contra a Ucrania. Por outro lado, Moscovo teme uma crise global que asfixie a sua economia. Vem sequer desejo discutir tal possibilidade”, afirmou Vladimir Putin, no passado mês de junho, quando um jornalista lhe perguntou como reagiria se Israel ou os Estados Unidos da América (EUA) assassinassem o aiatola Ali Khamenei. Passados nove meses, o Presidente russo conhece nova realidade, em que o líder supremo do Irão foi morto, reavivando temores sobre a sua própria segurança e a do regime que chefia. Fonte: Expresso

Hungria veta ajuda à Ucrânia e bloqueia adesão à União Europeia

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  Deputados húngaros consideram que a Ucrânia “não deve ser admitida na UE por ser um país em guerra, o que ia expor os restantes países-membros a um envolvimento direto num conflito armado” O Parlamento húngaro aprovou, esta terça-feira, uma resolução para vetar a concessão de ajuda à Ucrânia e a adesão à União Europeia (UE) devido aos “graves riscos que isso ia acarretar” para os Estados-membros. O porta-voz do Governo húngaro, Zoltan Kovacs, indicou que a medida foi aprovada com o apoio dos deputados, que recusaram continuar a financiar a guerra e a transformar a UE numa união “político-militar”. Um total de 142 deputados votou a favor da resolução, que contou apenas com 28 votos contra e quatro abstenções, acrescentou. No texto é referido que a Ucrânia “não deve ser admitida na UE por ser um país em guerra, o que ia expor os restantes países-membros a um envolvimento direto num conflito armado”. Além disso, de acordo com os mesmos deputados, a adesão de Kiev podia dificultar ai...

Pânico no mercado da Índia torna petróleo russo mais caro do que o Brent

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  O barril russo de referência, dos Urais, subiu esta terça-feira para mais de 100 dólares, ficando acima da cotação do Brent pela primeira vez na história. Bloqueio do estreito de Ormuz provocou pânico no mercado indiano de importação do crude e levou a corrida ao petróleo russo, mesmo sendo de menor qualidade. Fonte: Expresso

Eurogrupo avisa zona euro para preparar-se para longa instabilidade

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  Presidente do Eurogrupo alertou esta segunda-feira que o conflito no Médio Oriente pode afetar cadeias de abastecimento e pressionar os preços da energia e a inflação. O presidente do Eurogrupo,  Kyriakos Pierrakakis,  alertou esta segunda-feira que a zona euro se deve “preparar para longa instabilidade”, que pode afetar cadeias de abastecimento e pressionar os preços da energia e a inflação, pelo conflito no Médio Oriente. “A economia europeia tem capacidade e resiliência para absorver choques temporários, mas, ao mesmo tempo, devemos estar preparados para um período mais prolongado de instabilidade, com possíveis perturbações no transporte marítimo, aumentos nos preços da energia e implicações para a inflação”, disse Pierrakakis. O responsável falava em conferência de imprensa após a reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas. O Eurogrupo – reunido esta segunda-feira pela primeira vez em Bruxelas desde o início da guerra iniciada por Israel e por Est...