“Os Estados Unidos já não poderão manter a paz, impor a paz ou infligir a derrota”: a nova ordem do Médio Oriente
As preocupações regionais sobre a fiabilidade de Washington no Médio Oriente são muito mais profundas do que simplesmente ligadas à administração Trump. As potências regionais foram lentas a lidar com o vazio deixado pelos americanos, que começou a formar-se logo em 2011. Que nova ordem pode surgir? famosa estratégia de Barack Obama de dar prioridade à Ásia em 2011, numa altura em que o Médio Oriente enfrentava uma mudança sísmica com as revoltas da Primavera Árabe, representou um ponto de viragem para a política externa dos Estados Unidos da América (EUA) na região. Desde então, a relação não se estabilizou. A própria estratégia — redução da presença militar americana na região — nunca foi concretizada, e os EUA continuaram a ser atraídos de volta para a região. No entanto, o sinal transmitido pelas sucessivas administrações, de Obama a Donald Trump, a Joe Biden e de volta a Trump, foi que os EUA não apoiariam os seus aliados na região em momentos de necessidade. Fonte: Expresso