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“Le Pen precisa que os eleitores vejam o caos, Mélenchon precisa que vejam a injustiça”: quem pode ganhar com os motins em França?

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Os protestos violentos deverão ter beneficiários óbvios: os extremos. Como podem influenciar a luta política a seis meses das presidenciais? E o que procuram Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon? Mesmo que os princípios possam ser legítimos, a insurreição é um meio que muitas vezes convoca um fim conhecido: o restabelecimento da ordem – por vezes, um apelo ao autoritarismo. Os motins, que começaram nas escolas francesas e mobilizaram universidades, trabalhadores e ‘coletes amarelos’, acabaram por incendiar as ruas. Em várias cidades de França, pilhagens, destruição de edifícios e de automóveis, ruas pejadas de vidros e saques em mais de duas mil lojas resultaram em cerca de 2400 detenções.  Fonte: Expresso

França: cidades decretam recolher obrigatório parcial, PM critica extrema-esquerda e diz que não se deixará “intimidar”

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O Governo francês procura responder à crise política e social depois de um fim de semana de tumultos violentos um pouco por todo o país. Sébastian Lecornu atribui culpas à extrema-esquerda e o candidato presidencial Jean-Luc Melénchon responde que tem de provar a acusação. Pelo meio, o ministro da Administração Interna quis demitir-se, mas Macron impediu. Pelo menos quatro cidades francesas já decretaram recolher obrigatório, numa tentativa de conter a onda de violência registada nos últimos dias, com destaque para os confrontos do fim de semana em várias cidades. As autoridades locais de Lille, Douai, Wattignies e Denain, no norte de França impuseram ordem de recolher entre as seis da tarde e as quatro da manhã, segundo adianta a France24 . Em algumas zonas do centro da cidade de Paris, foi proibida a concentração de pessoas entre as onze da noite desta segunda-feira até às seis da manhã de terça-feira e o mesmo deve acontecer na cidade de Nice, de acordo com o jornal Le Monde . A or...

Porta-voz da Casa Branca nem aqueceu o lugar. Trump demitiu-a

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Menos de uma semana depois de assumir funções e após uma estreia atribulada perante os jornalistas, Katie Zacharia foi despedida da Casa Branca. Trump já tinha admitido dúvidas sobre a sua permanência no cargo: “Talvez não seja para ela”. A nova porta-voz da Casa Branca, Katie Zacharia, foi despedida esta sexta-feira, menos de uma semana depois de ter assumido funções, segundo assessores do Presidente citados pela CNN . Donald Trump revelou entretanto ter aconselhado Zacharia a “reconsiderar” a permanência no cargo. “Honestamente, se estivesse no teu lugar, reconsiderava”, contou o Presidente norte-americano aos jornalistas, ao recordar a conversa com a porta-voz. “Katie, precisas disto? Não me parece que precises. Não tens de fazer isto se não quiseres”, acrescentou Trump, numa declaração aos jornalistas no relvado sul da Casa Branca. O Presidente admitiu ainda que as funções poderiam não ser adequadas a Zacharia: “Talvez não seja para ela”. As declarações surgem depois de uma estreia...

Ucrânia ataca terminal petrolífero em São Petersburgo; Rússia diz ter abatido 1.015 drones

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Um ataque ucraniano provocou um incêndio num terminal petrolífero de São Petersburgo e atingiu infraestruturas civis em três bairros da cidade. Moscovo afirma ter abatido 1.015 drones ucranianos durante a noite, em 15 regiões da parte europeia da Rússia. As defesas antiaéreas russas abateram 1.015 drones ucranianos durante a noite, segundo um comunicado divulgado este domingo pelo Ministério da Defesa da Rússia. Em São Petersburgo, o ataque provocou incêndios em infraestruturas civis de três bairros, incluindo no terminal petrolífero da cidade, afirmou o governador local, Alexandre Beglov. Não foram registadas vítimas, acrescentou. Na região de Leninegrado, que rodeia São Petersburgo, foram intercetados 126 drones, segundo o governador regional, Alexandre Drozdenko. Um centro de dados nos arredores da cidade também foi alvo de um ataque, de acordo com a rede social russa VK, que afirmou que os seus serviços continuavam a funcionar normalmente. O aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo...

“A investigação à morte de Samora Machel não está terminada”: Joaquim Chissano em entrevista

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Chegou à Presidência de Moçambique após a morte de Samora Machel, a 19 de outubro de 1986, e ficou no cargo mais de 18 anos. Quatro décadas depois, partilha com o Expresso as perguntas que ainda faz. Sobre a guerra na Ucrânia, diz que “pode não ser conveniente” usar o termo ‘invasão’. Fala ainda do terrorismo em Cabo Delgado, da morte de um jornalista durante o seu tempo no poder e da relação com Portugal, incluindo sobre eventuais reparações coloniais. HOJE, cumprem-se 40 anos desde a queda do avião presidencial em Mbuzini, na África do Sul, que matou Samora Machel e levou à Presidência de Moçambique o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Joaquim Chissano. Este soube do acidente numa escala forçada na Beira, quando regressava de Nova Iorque. Já como chefe de Estado, quando lhe comunicaram que o inquérito estava encerrado, fez a pergunta que ainda hoje repete: onde estava instalado o VOR [ajuda-rádio à navegação aérea] que levou o navegador soviético a mudar de rumo?  Fonte: Exp...

"Arrasámos tudo": jovens que participaram nos saques em França gabam-se online

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  Mais de 2.000 lojas foram atingidas e os prejuízos são estimados em centenas de milhões de euros, obrigando o governo a explicar porque não previu a violência. Jovens que participaram nos saques do fim de semana em França publicaram vídeos no TikTok e no X a gabar-se dos bens que levaram e das agressões à polícia de choque. “Obrigado, Paris, obrigado, Paname”, diz um jovem num vídeo no TikTok, usando um nome em gíria para a capital. “São uns assassinos, malta, arrasámos tudo.” Tem os olhos vermelhos, aparentemente devido ao gás lacrimogéneo, e começa a enumerar o que conseguiu. “Agarrei umas coisas novas da Under Armour”, afirma, referindo-se à marca norte‑americana de roupa desportiva. Depois dirige-se às unidades de choque da CRS. “Fugiram assim, malta, varremos-vos”, diz, antes de se despedir: “Geração Z, respeito.” “Ao saquear poupa-se dinheiro” Num segundo vídeo, um jovem explica a um entrevistador porque se juntou aos saques. Diz que estava a protestar contra o preço dos co...

Meloni defende que suspensão de Schengen é prática comum e prolonga controlo da fronteira entre Itália e Espanha

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Itália tem renovado continuamente os controlos fronteiriços com Espanha na sequência da crise migratória de Ceuta. Segundo a primeira-ministra italiana, a suspensão do acordo de livre circulação Schengen assenta em motivos de segurança. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reiterou esta quarta-feira a decisão de suspender o acordo de livre circulação Schengen com Espanha que tomou a 1 de agosto na sequência da crise em Ceuta, afirmando tratar-se de uma prática comum. "Não podemos aceitar que defender fronteiras seja um direito para uns e uma falha para outros quando se trata de Itália", afirmou Meloni durante uma audição no Senado. Aproveitou ainda para manifestar surpresa com a controvérsia política que se seguiu à sua decisão e acusou a oposição de se aliar a Espanha com o objetivo de minar o Governo. "Devo dizer que a controvérsia que se seguiu me parece bastante surreal, especialmente vinda de alguns partidos da oposição, que estão claramente mais preocupad...