A crise migratória em Ceuta está muito longe da normalização
Crescem as críticas à gestão do Governo, tardia e ineficaz, enquanto aumentam os problemas sanitários, económicos e de segurança dos ceutenses.
uando está prestes a cumprir-se um mês do “ataque à integridade territorial espanhola” protagonizado por 80.000 imigrantes provenientes de Marrocos que violaram a fronteira com Ceuta, a grave crise está muito longe de poder ser considerada resolvida.
Mais de cinco mil subsaarianos ainda deambulam pelas ruas, parques e praias da cidade espanhola no norte de África, à espera de poderem iniciar os seus trâmites de pedido de asilo em Espanha e sem qualquer interesse em voltar para Marrocos, como fizeram nas primeiras horas da incursão de outros 70.000 cidadãos de origem principalmente marroquina. Mais de 2000 menores não acompanhados, que não podem ser devolvidos à sua origem em função do que estipula o artigo 35º da Lei de Estrangeiros espanhola, aguardam a sua tutela por parte das autoridades nacionais e locais e por organizações de assistência.
Fonte: Expresso
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