“O objetivo de Putin é impossível com a estratégia que segue”: entrevista ao historiador Olivier Wieviorka
A Rússia não vencerá a guerra com o plano que tem seguido e “bombardear Kiev é um verdadeiro disparate do ponto de vista estratégico”. No Golfo, Donald Trump também não definiu um objetivo político coerente para o Irão, e “quem tem objetivos obscuros tem uma estratégia obscura”. O mundo confronta-se com uma crise de liderança que torna mais difícil transformar a força em estratégia, diz ao Expresso o historiador francês Olivier Wieviorka, coautor de “Mestres da Estratégia.”
Olivier Wieviorka, professor na École Normale Supérieure de Paris e autor de livros sobre a II Guerra Mundial, a Resistência francesa e a História da estratégia, acaba de reunir, com o general Benoît Durieux, séculos de pensamento militar na obra “Mestres da Estratégia”. Do legado de Sun Tzu, Nicolau Maquiavel e Carl von Clausewitz às reflexões de John A. Warden, Julian Stafford Corbett e Raoul Castex, confronta os protagonistas dos grandes conflitos atuais com uma pergunta muitas vezes demolidora: qual é, afinal, o objetivo político que a força militar pretende alcançar?
Nesta entrevista ao Expresso, o historiador afirma que Vladimir Putin persegue um objetivo incompatível com a estratégia que escolheu, critica a ausência de um objetivo político claro na condução da guerra de Donald Trump contra o Irão, defende que os bombardeamentos estratégicos não decidem guerras, e deixa um alerta sobre Israel: ganhar batalhas nunca foi o mesmo que construir a paz. “Israel nunca perdeu uma guerra desde 1949.
Fonte: Expresso
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