Novas ameaças ao Irão: Trump diz que EUA têm "mil mísseis" apontados caso Teerão tente assassiná-lo

 


O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que existem "mil mísseis armados, preparados e apontados" contra o Irão caso Teerão tente assassiná-lo, após informações segundo as quais Israel teria alertado Washington para um plano nesse sentido

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que existem "1.000 mísseis armados, preparados e apontados" contra o Irão caso Teerão tente assassiná-lo, após informações segundo as quais Israel teria alertado Washington para um plano nesse sentido.

"Existem 1.000 mísseis armados, preparados e apontados para a República Islâmica do Irão, seguidos imediatamente por milhares mais, caso o governo iraniano concretize a sua ameaça", escreveu o Presidente dos Estados Unidos na rede social que lhe pertence, a Truth Social.

Trump afirmou que deu ordens ao Exército para “dizimar totalmente e destruir todas as regiões do Irão”, caso as autoridades do país persa o assassinem ou tentem assassiná-lo, e disse que a ordem tem um período de validade de um ano, "sujeito a prorrogações".

O Presidente norte-americano assinou a mensagem escrevendo "Louvado seja Alá! Presidente Donald J. Trump".

Trump já tinha afirmado, numa entrevista ao jornal norte-americano The New York Post, que deu instruções ao Pentágono para bombardear o Irão a "níveis nunca antes vistos" caso fosse assassinado em resultado de uma conspiração da República Islâmica.

Na mesma entrevista, Trump deu a entender que não existe uma conspiração recente, embora tenha afirmado que Teerão o considera um alvo há anos, apesar das notícias da imprensa segundo as quais Israel poderá ter alertado os Estados Unidos de que o Irão estaria a desenvolver um novo plano para o assassinar.

Donald Trump fez estas declarações depois de altos responsáveis norte-americanos terem exigido que o Irão emitisse uma declaração pública afirmando que o Estreito de Ormuz está aberto e que os navios que atravessarem este corredor vital não serão mais atacados.

Contudo, até ao momento, Teerão insiste que a rota permaneça sob o seu controlo e que lhe seja permitido cobrar taxas aos navios que por ela passam, contrariando décadas de precedentes que consideram o estreito uma via navegável internacional. Houve vários dias de ataques aéreos dos EUA contra o Irão, bem como ataques de retaliação iranianos contra países vizinhos e a três navios no estreito no início desta semana.


Irão diz que “cumpriu a palavra” no acordo

O Irão afirmou hoje ter "cumprido a palavra" perante os Estados Unidos desde a assinatura do protocolo de acordo de cessar-fogo, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a declarar rescindido após o reinício das hostilidades.

"Até agora, o Irão cumpriu a sua palavra", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X, acrescentando que "só pode haver respeito quando este é mútuo".

Os confrontos recomeçaram na passada terça-feira entre iranianos e norte-americanos. Os ataques trocados desde então pelas duas partes foram os mais intensos desde a assinatura, a 17 de junho, de um protocolo de acordo destinado a pôr um fim definitivo à guerra desencadeada a 28 de fevereiro por um ataque israelo-americano contra o Irão.

Donald Trump voltou a afirmar na sexta-feira que este cessar-fogo estava "terminado", embora tenha aceitado continuar a dialogar com Teerão.

"A República Islâmica do Irão pediu-nos para continuar com as 'discussões'. Aceitámos fazê-lo, mas os Estados Unidos deixaram claro, em termos inequívocos, que o cessar-fogo estava TERMINADO!", declarou o presidente norte-americano.


Fonte: EXPRESSO

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