Autoridades mais otimistas, Espanha agradece apoio internacional

 


O Governo espanhol agradeceu hoje o apoio e solidariedade internacional face ao incêndio em Almería que matou 12 pessoas e destruiu 6.600 hectares, num momento em que as autoridades estão mais otimistas no combate ao fogo.

"Agradeço toda a solidariedade e condolências que tantos países e ministros dos Negócios Estrangeiros me transmitem para Almería, a Andaluzia e a Espanha nestes momentos dolorosos causados pelos terríveis incêndios", referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, num comunicado.

Para além dos líderes da União Europeia, o primeiro-ministro português e os governos italiano e francês já manifestaram solidariedade e disponibilizaram meios.

A área afetada pelo incêndio florestal com origem em Los Gallardos (Almería), que causou doze mortos, ascendeu a 6.600 hectares, com as chamas a permanecerem sem controlo, obrigando a alargar o perímetro face à presença de focos e frentes muito ativos.

Apesar do aumento da área queimada, o conselheiro andaluz da Presidência, Saúde e Emergências, Antonio Sanz, confirmou hoje, a partir do posto de comando local, que as atuais condições meteorológicas, com ventos fracos de dois quilómetros por hora e uma humidade de 50 %, abrem, pela primeira vez, uma "janela de oportunidade" para que as equipas passem das tarefas de contenção para o ataque direto às chamas.

Durante a noite, as equipas realizaram queimadas controladas através de "fogo contra fogo", para tentar consolidar o perímetro das chamas.

Estas manobras, levadas a cabo nas imediações da autoestrada A-7, impediram que as chamas atravessassem a via, um cenário que, segundo o conselheiro, teria piorado a situação.

As autoridades continuam a confirmar a morte de 12 pessoas, apesar de existirem duas dezenas de alertas de desaparecidos.

Muitas das chamadas de familiares dizem respeito a cidadãos estrangeiros com quem podem não ter contacto há algum tempo, pelo que Antonio Sanz pediu prudência para que não se divulgue um número de desaparecidos que "não é real".

O Governo também já disse que está em contacto com todos os países que têm vítimas mortais contabilizadas.

Até ao momento, foram retiradas da zona 1.448 pessoas, das quais 164 estão alojadas em centros temporários.

Estão a operar no terreno um total de 500 efetivos e uma dezena de meios aéreos.

Os esforços da operação concentram-se atualmente no flanco esquerdo e na cabeça do incêndio, onde as equipas tentam conter a propagação das chamas e impedir que o fogo atinja novas zonas habitadas.

Quanto às vítimas mortais, as amostras biológicas já se encontram em Madrid para análise genética e posterior identificação, segundo informou a Guarda Civil.

Agora cabe aos especialistas realizar os estudos necessários para determinar a identidade das vítimas.

Em paralelo, as autoridades já recolheram amostras de ADN dos familiares que se deslocaram à zona, para poder compará-las com os perfis obtidos a partir dos restos mortais.

Fonte: EXPRESSO

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