Trump diz que operações dos EUA na guerra no Irão estão “extremamente adiantadas"

 


O enviado dos EUA, Steve Witkoff, afirmou que havia "fortes sinais" de que o Irão poderia ser convencido a celebrar um acordo de paz, confirmando que Washington tinha transmitido um plano de 15 pontos a Teerão, por intermédio do Paquistão.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que as operações militares de Washington contra o Irão estão "extremamente" adiantadas, citando um prazo inicial de quatro a seis semanas para a guerra que começou há quase um mês.

"Prevíamos que seriam necessárias cerca de quatro a seis semanas para cumprir a nossa missão. Vinte e seis dias depois, estamos muito adiantados", declarou Trump na primeira reunião do seu gabinete desde o início da guerra, a 28 de fevereiro.

O presidente norte-americano afirmou ainda querer "esclarecer" que não é ele que está a pressionar para se chegar a um acordo que ponha fim aos combates.

"São eles que estão a implorar para fazer um acordo, não eu", afirmou o presidente norte-americano.

As autoridades iranianas negaram que estejam a negociar com os EUA, uma vez que a guerra entrou na sua quarta semana, mas Trump insistiu que sim

"Qualquer pessoa saberia que eles estão a falar", disse ele. "Não são parvos, são muito inteligentes, de certa forma. E são ótimos negociadores. Eu digo que são maus combatentes, mas são ótimos negociadores".

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, afirmou que existem "fortes indícios" de que o Irão pode ser convencido a celebrar um acordo de paz, confirmando que Washington transmitiu um plano de 15 pontos a Teerão, por intermédio do Paquistão.

"Veremos onde as coisas vão dar e se conseguimos convencer o Irão de que este é o ponto de viragem, sem haver boas alternativas para eles, a não ser mais morte e destruição. Temos fortes indícios de que esta é uma possibilidade", declarou Witkoff na reunião do gabinete na Casa Branca.

Comandante da marinha do IRGC morto

Entretanto, os militares norte-americanos afirmaram que um ataque aéreo israelita que matou o comandante da Marinha dos Guardas da Revolução iraniana "torna a região mais segura".

Em comunicado, o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), afirmou que todos os iranianos que prestam serviço na Marinha do IRGC devem "abandonar o seu posto e regressar a casa para evitarem ferimentos desnecessários ou a morte".

Esta declaração surge após Israel ter anunciado, na quinta-feira, a morte do comandante Alireza Tangsiri, chefe da Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irão (IRGCN).

"O homem responsável pela operação terrorista de minagem e bloqueio do Estreito de Ormuz à navegação foi explodido e eliminado", afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz.

Teerão não confirmou a morte de Tangsiri.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas mundiais, sendo que, antes da guerra, transportava cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo, bem como as principais exportações de gás natural liquefeito do Golfo.

O Irão fechou efetivamente o estreito desde o início da guerra, o que provocou uma subida dos preços do petróleo.

Fonte: Euronews

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