Trump diz que Irão "quer um acordo" e que há "grandes pontos de entendimento"
EUA exigem que o Irão desista de ter armas nucleares e entregue as reservas de uranio.
Donald Trump confirmou que os Estados Unidos e o Irão estão em discussões para pôr fim à guerra e que foram alcançados "grandes pontos de entendimento" entre os dois países. O Presidente dos EUA falou aos jornalistas na pista do aeroporto, em Palm Beach, na Flórida.
Especificando estes "grandes pontos", Trump reiterou que os EUA exigem que o Irão desista de ter armas nucleares e entregue as reservas de uranio e querem a "paz no Médio Oriente". "Eles não vão ter mais armas nucleares. Eles concordaram com isso", garantiu.
De acordo com o Presidente norte-americano, os EUA preparavam-se para atacar esta terça-feira uma das maiores centrais elétricas do EUA que "custou 10 mil milhões de dólares a construir", mas foram contactados pelo Irão para negociar. “Eu não liguei, foram eles que ligaram – e queriam fazer um acordo”, afirmou Trump.
Donald Trump revelou ainda que os EUA estão a falar com pessoas “muito razoáveis" com líder "respeitado”, que não é o novo líder supremo, o aiatola Mojtaba Khamanei, que Trump afirmou não reconhecer. "Não tivemos notícias do filho [de Ali Khamenei, o ex-líder supremo morto no início da guerra]. De vez em quando há comunicados, mas não sabemos se vive", acrescentou. Afirmando que não deseja a morte de Mojtaba Khamanei, Donald Trump acrescentou que os EUA estão a "falar com as pessoas que parecem estar a governar" o Irão. O Presidente dos EUA frisou ainda que as autoridades iranianas têm "falta de coordenação", porque os EUA "obliteraram" as suas comunicações. Enfatizou ainda que ainda há "alguns líderes" iranianos vivos, embora "ninguém" quer assumir o Governo do Irão e sugeriu: "talvez consigamos resolver esse problema".
Segundo Donald Trump, as conversações ocorreram no domingo e espera-se que um acordo seja alcançado "muito em breve", acrescentou. "Eles querem muito fazer um acordo. Nós também gostávamos de fazer", disse. As negociações deverão prosseguir esta segunda-feira "por telefone".
Se o acordo for feito, Trump antecipa que o Estreito de Ormuz seja aberto "imediatamente". Questionado sobre quem deverá controlar a passagem, o Presidente dos EUA antecipou que poderá ser controlado "em conjunto" por si e "por quem quer que seja o próximo aiatola".
Nas declarações - antes de embarcar rumo a um evento anti-crime no Tennessee - Trump admitiu ter sido "surpreendido" pelos "parceiros no Médio Oriente" terem sido atingidos pelos ataques do Irão. Afirmando que "também não é fã do que a Rússia está a fazer", considerou que a situação "é muito diferente" do Irão, insistindo que - contrariamente ao que dizem as secretas norte-americanas - o país era uma "ameaça iminente".
"Estamos a falar de um país que é malvado há 47 anos. Têm sido horríveis. Morte em todo o mundo, não apenas nós. Vejam como atacaram inesperadamente os países vizinhos. Ninguém estava à espera, mas eles queriam tomar o Médio Oriente e destruir permanente Israel. Se tivessem armas nucleares, teriam conseguido", acusou Trump. "Se não os tivéssemos bombardeado, teriam armas nucleares dentro de duas semanas", justificou.
Fonte: Expresso
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