Trump diz que conflito no Irão está "praticamente concluído"

 O Presidente dos EUA afirma que a guerra contra o Irão está "praticamente concluída", dado o nível de destruição alcançado pelos ataques. Donald Trump argumenta que o país ficou sem marinha, comunicações e força aérea.

"Estamos muito à frente do nosso cronograma inicial. Eu diria que provavelmente não teríamos imaginado que, após um mês, estaríamos aqui", afirmou Donald Trump na segunda-feira (09.03).

Presidente norte-americano classificou a guerra como uma "pequena excursão" insistindo que os Estados Unidos e Israel, após mais de uma semana de guerra, "destruíram completamente" as capacidades de drones e mísseis do Irão.

"O que as nossas forças armadas fizeram é incrível", considerou Trump. "Os mísseis foram em grande parte destruídos. Os drones foram abatidos e estamos a atingi-los onde são fabricados. Conhecemos todos os locais. É muito trabalho, um trabalho brilhante, mas teremos um mundo muito mais seguro assim que estiver concluído, e isso vai acontecer muito rapidamente", acrescentou.

Um boletim informativo divulgado ontem pelo Comando Central dos EUA revelou que as forças armadas americanas atacaram mais de 5.000 alvos no Irão durante 10 dias de guerra.

Donald Trump descarta a possibilidade de o fim da guerra acontecer esta semana, mas diz que "terminará em breve".

Por seu lado, a Guarda Revolucionária do Irão contrariou as afirmações do Presidente dos Estados Unidos, garantindo ter capacidade militar para "expandir" o conflito no Médio Oriente e para decidir quando a guerra terminará.

Ataques terminam quando Irão cessar ameaças

Esta segunda-feira (09.03), o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que a responsabilidade pelo fim da guerra é exclusivamente da liderança iraniana.

"Quanto mais cedo o regime dos mulás chegar ao fim, mais cedo esta guerra terminará. Cabe exclusivamente a este regime e à chamada Guarda Revolucionária cessar as hostilidades. Até que isso aconteça, presumo que Israel e os Estados Unidos continuarão a sua defesa contra este regime", declarou.

Para o chanceler da Alemanha, a "ameaça representada por este regime" estende-se "muito além da própria região", citando o apoio iraniano à Rússia como exemplo. "O Irão é o centro do terrorismo internacional. Este centro deve ser encerrado e os americanos e israelitas estão a fazê-lo à sua maneira", considerou.

Ainda na segunda-feira (09.03),  o Presidente norte-americano anunciou que vai suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços". Desde que começaram os ataques ao Irão, os preços de referência do crude na Europa subiram cerca de 30%.

Trump ameaçou atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso o país bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente. Interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz levaria a ataques que tornariam o Irão "praticamente impossível" de ser reconstruído, salientou o Presidente dos EUA.

"Morte, fogo e fúria reinarão sobre eles", publicou Trump, acrescentando que espera que isso não aconteça.

Fonte: DW



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