Trump diz que campanha militar supera todas as expectativas

 Donald Trump afirmou que o desempenho dos EUA no Irão supera "todas as expectativas", classificando‑o como "15 numa escala de 10". Casa Branca diz que regime está a ser "esmagado" e opções militares continuam em aberto.

Donald Trump classifica o desempenho dos Estados Unidos na guerra com o Irão como "15 numa escala de 10”. Ontem (04.03), na Casa Branca, o Presidente dos Estados Unidos afirmou que a campanha militar está a decorrer muito acima das expectativas.

"Estamos a sair muito bem na frente da guerra, para ser modesto, eu diria. Alguém perguntou: ‘Numa escala de 10, como avaliaria?' Eu respondi: ‘Cerca de 15'. E vamos continuar a fazer o que temos feito - temos, de longe, o maior poder militar do mundo", disse o Presidente dos EUA.

Donald Trump salientou que os EUA estão "em posição de força”"na guerra com o Irão, com líderes iranianos a serem eliminados. O Presidente norte-americano reiterou também as suas justificações para o ataque lançado contra o Irão, afirmando que Teerão estava prestes a obter uma arma nuclear e prometeu continuar a ofensiva com Israel.

"Se não tivéssemos atacado nas últimas duas semanas, eles já teriam uma arma nuclear. Se não tivéssemos realizado o ataque com o B2 há alguns meses, eles já teriam uma arma nuclear. E quando pessoas loucas têm armas nucleares, coisas más acontecem, portanto, estamos em muito boa posição. Quero que saibam disso e vamos continuar em frente. Mas é uma grande demonstração de força militar e estou muito orgulhoso", declarou.

Regime está a ser "completamente destruído"

Também na quarta-feira (04.03), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o regime iraniano está a ser "completamente destruído", graças aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.

"Sob a liderança do Presidente Donald J. Trump, o regime terrorista iraniano está a ser absolutamente esmagado. Acabaram 47 anos a tolerar e a permitir o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo", frisou.

Segundo a porta-voz, Donald Trump está a "refletir ativamente" sobre o papel dos Estados Unidos no Irão após a guerra. Afirmou também que enviar tropas terrestres não faz atualmente parte do plano de Washington, mas acrescentou que o Presidente norte-americano não vai retirar essa opção da mesa.

"Bem, elas não fazem parte do plano para esta operação neste momento, mas certamente nunca retirarei opções militares em nome do Presidente dos Estados Unidos ou do comandante-em-chefe, e ele sabiamente não faz o mesmo por si próprio", sublinhou Karoline Leavitt.

"Sei que houve muitos líderes no passado que gostavam de retirar opções da mesa sem ter uma compreensão completa de como as coisas poderiam evoluir. Portanto, novamente, não faz parte do plano atual, mas não vou retirar uma opção ao presidente que está sobre a mesa", acrescentou a porta-voz.

UE debate agravamento do clima de conflito

Esta quinta-feira (05.03), sexto dia da guerra no Médio Oriente, os chefes da diplomacia dos 27 da União Europeia (UE) voltam a reunir-se de forma extraordinária, por videoconferência, para discutir o agravamento do clima de conflito.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco europeu vão abordar o atual contexto com o secretário-geral e representantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), bloco que integra seis países da região: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait e Omã.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão. Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortos. Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares norte-americanos.

Um dia depois dos ataques de Washington e de Telavive, os ministros da UE reuniram-se e apelaram "à máxima contenção", "à proteção dos civis" e "ao respeito absoluto pelo direito internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional humanitário". 

"O Médio Oriente tem muito a perder numa guerra aberta", alertaram num comunicado conjunto, no qual também condenaram os ataques de retaliação iranianos contra países vizinhos, que classificaram como "imperdoáveis", e reiteraram "a solidariedade para com o povo iraniano".

Fonte: DW



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