Netanyahu diz que Israel “está a esmagar” o Irão e o Hezbollah

 O primeiro-ministro israelita proclamou estar a alcançar os seus objetivos e reiterou que Israel pode criar condições para mudança de regime no Irão, dependendo da vontade popular.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou esta quinta-feira que Israel "está a esmagar" o Irão e o seu aliado libanês Hezbollah e referiu-se ao novo líder supremo iraniano como um "fantoche da Guarda Revolucionária" que não pode aparecer publicamente.

Na primeira conferência de imprensa desde o início da guerra com o Irão, Netanyahu afirmou que o objetivo primário de Israel é impedir que Teerão realoque os seus projetos nucleares e balísticos no subsolo para outra localização.

"Alcançámos os nossos objetivos, mais do que o esperado, e continuaremos a fazê-lo", proclamou o chefe de Estado israelita, que destacou que a operação contra o regime de Teerão conduziu à eliminação do "antigo tirano do Irão", Ali Khamenei.

O israelita acusou ainda o atual líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei (filho de Ali), de ser um “fantoche da Guarda Revolucionária” que não pode mostrar a cara em públicoem alusão ao seu primeiro discurso como líder supremo, lido hoje na televisão iraniana por uma apresentadora. O aiatola foi alegadamente ferido no ataque que matou o seu pai, a sua mulher e um filho.

Netanyahu reiterou que Israel pode criar condições para uma mudança de regime no Irão, mas que tal depende da vontade do povo deste país em sair à rua: "Depende de vocês. Está nas vossas mãos".

"Estamos a viver dias históricos para o Estado de Israel", afirmou também o primeiro-ministro.

Benjamin Netanyahu, classificou ainda como "circo absurdo" o seu julgamento por corrupção, onde enfrenta acusações de fraude, suborno e abuso de confiança, pedindo o seu fim para que se possa concentrar na guerra no Médio Oriente.

O governante acrescentou que o julgamento "deveria ser interrompido durante a guerra".

Netanyahu solicitou formalmente ao Presidente israelita, Isaac Herzog, em 30 de novembro, um indulto para este caso, no qual recebeu repetidamente o apoio do seu aliado, Donald Trump.

"[Trump] Acredita que está a haver uma caça às bruxas. Ele tem razão. Acredita mesmo que há uma caça às bruxas política. Um julgamento que nunca deveria ter acontecido. Deveria ter sido encerrado depois de ouvirmos todas as coisas terríveis que disseram (...) A manipulação de testemunhas, as acusações fabricadas...", realçou Netanyahu na conferência de imprensa, acrescentando que Trump "está a falar com o coração".


Fonte: Expresso






Comentários

Mensagens populares deste blogue

Inicia pavimentação da estrada Zona Verde/Ndlavela

Desmobilizados da Renamo criam comissão de gestão para assumir liderança do partido

Dia Internacional do Acesso Universal à Informação