Israel diz ter "eliminado" chefe da marinha dos Guardas da Revolução iranianos
Israel anunciou esta quinta-feira, 26 de Março, ter “eliminado” o chefe da marinha dos Guardas da Revolução do Irão. No plano diplomático, Teerão continua a desafiar Donald Trump e insiste que o fim da guerra será “nos seus próprios termos”. As consequências económicas globais da guerra agravam a cada dia, hoje os preços do petróleo voltaram a subir e as bolsas europeias abriram em queda.
Desde o início da semana que se multiplicam as iniciativas diplomáticas para tentar pôr fim a uma guerra cujas consequências económicas globais se agravam a cada dia. Ao 27° dia de guerra, os preços do petróleo voltaram a subir e as bolsas europeias abriram em queda, reflectindo assim a volatilidade da troca de acusações entre Washington e Teerão, que deitou por terra as primeiras esperanças de um acordo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, reiterou que o Irão vai “continuar a resistir” e “não tenciona negociar”, após receber do mediador paquistanês uma proposta norte-americana. E acrescentou que “o Irão quer pôr fim à guerra nos seus próprios termos”, sublinhando que “por vezes, as mensagens podem ser transmitidas, mas isso não pode ser considerado diálogo ou negociação”.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garante o contrário: sem revelar nomes, assegura que as autoridades iranianas “querem falar”. Donald Trump avançou que “estão a negociar e querem desesperadamente um acordo, mas têm medo de o admitir”, acrescentando que os iranianos também “têm medo de serem mortos”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para um conflito “fora de controlo”, sem que se vislumbre uma abertura diplomática clara, apesar de a China afirmar detectar “sinais de negociação”, de ambos os lados.
No terreno, os ataques com mísseis e drones continuam. O exército israelita anunciou “ataques em larga escala” em várias zonas do Irão, incluindo Ispahan, no centro do país. Ataques iranianos também a Israel, no centro do país, em zonas de Jerusalém e na Cisjordânia ocupada.
Nos Emirados Árabes Unidos, destroços de mísseis causaram dois mortos e três feridos nos arredores de Abu Dhabi. Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein, onde infra-estruturas energéticas e interesses americanos são regularmente visados, também reportaram novos ataques.
O exército americano afirmou ter “danificado ou destruído mais de dois terços das instalações de produção de drones e mísseis do Irão, bem como 92% da frota naval”. Todavia, o Irão mantém capacidade de resposta.
O quase bloqueio do estreito de Ormuz - por onde passa normalmente 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial - provocou uma subida de cerca de 60% no preço do crude num mês.
Israel prossegue ainda a sua ofensiva contra o Hezbollah, apoiado pelo Irão, no Líbano, onde os ataques já causaram mais de um milhão de deslocados.
Fonte: rfi
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