Irão: Novo líder promete vingar a morte de Ali Larijani

 O novo guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, homenageou por escrito Ali Larijani, chefe da segurança morto num ataque atribuído a Israel. Na mensagem, afirmou que os “assassinos” terão de “pagar o preço”.

O novo guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, homenageou por escrito Ali Larijani, chefe da segurança morto num ataque atribuído a Israel. Em mensagem, Khamenei afirmou que os "assassinos” terão de "pagar o preço”, sublinhando que o crime revela a importância de Larijani e o ódio dos inimigos do Islão.

Khamenei, que sucedeu ao pai há pouco mais de uma semana e ainda não apareceu em público, voltou a prometer que "todo o sangue derramado será cobrado”.

Milhares de pessoas participaram esta quarta-feira, nas cerimónias fúnebres de Larijani, entre apelos à vingança. Um camião transportou os seus restos mortais e os de 74 marinheiros mortos num ataque norte‑americano à fragata IRIS Dena, desfilando pelas ruas de Ahwaz.

A morte de Larijani deixa um vazio no regime iraniano, que ainda não anunciou um sucessor para o poderoso dirigente.

Também o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, também lamentou a morte do Ali Larijani e do e a do ex-ministro da Defesa iraniano Aziz Nasirzadeh. Numa mensagem transmitida pela televisão, Pezeshkian afirmou que "as almas justas dos mártires acolheram a alma pura do servo de Deus, o mártir Ali Larijani. E após uma vida inteira de luta pelo avanço do Irão e da Revolução Islâmica, ele finalmente alcançou o seu sonho de longa data, respondeu ao convite de Deus e alcançou orgulhosamente a graça do martírio na fortaleza do serviço".

Considerado uma das figuras mais influentes do sistema iraniano, Larijani tem sido descrito por meios de comunicação árabes como "o homem mais importante apenas atrás de figuras-chave como Mojtaba Khamenei", o novo líder supremo.

Mais um passo

Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que a morte do alto responsável pela segurança do Irão poderá constituir mais um passo para permitir que os iranianos se posicionem contra o Governo....

"Estamos a minar este regime na esperança de dar ao povo iraniano uma oportunidade de o derrubar. Não vai acontecer de uma só vez, não vai acontecer facilmente. Mas se persistirmos nisto, dar-lhes-emos uma oportunidade de tomarem o seu destino nas próprias mãos", diz Netanyahu.

À DW, Kamran Matin, professor associado de Relações Internacionais da Universidade de Sussex, acredita que a morte de Ali Larijani poderá não ter um "impacto imediato na vertente militar das operações iranianas".

Contudo, o investigador afirma que poderá agravar a incerteza política no Irão, devido à influente presença do alto responsável pela segurança dentro da República Islâmica.

Programa nuclear

Os serviços secretos dos EUA concluíram que o Irão não tentou recuperar o programa de enriquecimento nuclear destruído pelos ataques dos EUA e de Israel em 2025, contrariando a justificação da Casa Branca para a guerra.

A avaliação, entregue por escrito ao Senado pela diretora dos serviços secretos, Tulsi Gabbard, não foi mencionada no seu depoimento oral, o que gerou críticas de congressistas. O documento afirma que Teerãonão fez qualquer esforço para restaurar as capacidades nucleares desde os bombardeamentos de junho, e que as instalações atingidas permanecem seladas.

Apesar disso, o Presidente Donald Trump continua a defender que a intervenção militar se deveu a uma alegada "ameaça nuclear iminente” e que o programa iraniano tinha sido "aniquilado”.

Fonte: DW



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