Crise energética: Cuba prepara-se para receber o primeiro carregamento de petróleo russo do ano

 

Os analistas afirmam que o carregamento poderá produzir cerca de 180.000 barris de gasóleo, o suficiente para satisfazer as necessidades diárias de Cuba durante um período de até 10 dias.

Cuba prepara-se para receber o seu primeiro carregamento de petróleo russo este ano, uma entrega que marca a primeira vez que um carregamento de petróleo de qualquer país chega à ilha nos últimos três meses, desde o bloqueio energético imposto pelos EUA.

O carregamento previsto, proveniente da Rússia, surge depois de o governo ter anunciado que o país estava a operar com recurso a gás natural, energia solar e centrais termoelétricas, numa altura em que as graves falhas energéticas continuam a causar apagões num país com uma rede elétrica em ruínas.

O navio de bandeira russa Anatoly Kolodkin encontra-se a cerca de 3.000 milhas náuticas de Cuba, no Oceano Atlântico, e deverá chegar à ilha dentro de 10 dias, segundo Jorge Piñón, especialista do Instituto de Energia da Universidade do Texas.

O navio-tanque transporta 730.000 barris de combustível e consta da lista de navios deste tipo sancionados pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo Reino Unido na sequência da guerra na Ucrânia, afirmou Piñón.

Acrescentou ainda que é difícil determinar por quanto tempo essa quantidade de combustível poderá sustentar Cuba.

"Estamos a falar de petróleo bruto que tem de ser refinado para se transformar em combustíveis líquidos. Cada produto tem a sua procura específica."

O carregamento poderia produzir cerca de 180.000 barris de gasóleo, o suficiente para satisfazer as necessidades diárias de Cuba durante nove a dez dias.

Acrescentou ainda que é difícil determinar por quanto tempo essa quantidade de combustível poderá sustentar Cuba.

"Estamos a falar de petróleo bruto que tem de ser refinado para se transformar em combustíveis líquidos. Cada produto tem a sua procura específica."

O carregamento poderia produzir cerca de 180.000 barris de gasóleo, o suficiente para satisfazer as necessidades diárias de Cuba durante nove a dez dias.

Agravamento das crises energéticas

Cuba produz apenas cerca de 40% do seu petróleo, sendo o restante importado da Rússia, do México e da Venezuela.

No entanto, depois de os EUA terem atacado a Venezuela no início de janeiro e detido o seu então líder, o presidente Nicolás Maduro, um aliado comercial de Cuba, os carregamentos vitais provenientes daquele país sul-americano foram suspensos.

No final de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo a Cuba. Nesse mês, o México suspendeu os seus envios de petróleo para Cuba.

A situação agravou as crises energética e económica de Cuba, levando a cortes de energia de 10 horas, forçando uma redução do horário de trabalho e dos transportes e provocando uma queda no turismo, anteriormente uma das suas principais fontes de rendimento.


Fonte: Euronews



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Inicia pavimentação da estrada Zona Verde/Ndlavela

Desmobilizados da Renamo criam comissão de gestão para assumir liderança do partido

Dia Internacional do Acesso Universal à Informação