Vaticano recusa participar no Conselho de Paz de Trump
O secretário de Estado vaticano manifestou preocupações sobre alguns aspetos da iniciativa, defendendo que cabe à ONU gerir crises internacionais.
O Vaticano não participará do Conselho de Paz de Donald Trump para Gaza, declarou esta terça-feira o seu secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, considerando como desconcertantes alguns pontos da decisão de Itália de participar como observadora.
"Uma preocupação é que, a nível internacional, seja sobretudo a ONU que gere estas situações de crise", explicou. Presidido de forma vitalícia por Trump, o organismo foi inicialmente apresentado como uma das peças-chave para supervisionar o plano de paz para a Faixa de Gaza, mas o tratado fundador da estrutura acabou por revelar um mandato muito mais vasto, ao propor-se a resolver conflitos armados em todo o mundo e apresentando-se como uma organização alternativa às Nações Unidas.
Os membros permanentes do Conselho de Paz devem pagar mil milhões de dólares (cerca de 854 mil milhões de euros) para aderir, o que suscita críticas de que a organização poderia tornar-se uma versão "paga" do Conselho de Segurança da ONU.
No seio dos países da União Europeia (UE), vários países recusaram o convite de adesão, como foi o caso de França, Espanha ou Suécia. Apenas dois países da UE - Hungria e Bulgária - são membros do Conselho.
Portugal, também convidado a aderir, reconhece que o organismo "é perfeitamente enquadrável" sob uma condição: cingir-se ao conflito israelo-palestiniano.
Fonte: Expresso
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