“O chefe está a ficar farto”: Trump mais perto de guerra em larga escala com Irão?

 Uma eventual operação militar não será um ataque pontual, à semelhança do que ocorreu na Venezuela, mas uma campanha maciça de várias semanas, conduzida por Estados Unidos e Israel, adianta o site americano “Axios.”

A administração de Donald Trump está mais próxima de iniciar uma guerra em larga escala no Médio Oriente, podendo o conflito arrancar muito em breve, noticiou esta quarta-feira o “Axios”. Fontes ouvidas pelo site americano indicam que uma eventual operação militar contra o Irão não será um ataque pontual, mas uma campanha maciça de várias semanas, conduzida de forma conjunta pelos Estados Unidos e Israel.

Embora a administração tenha adotado uma estratégia de duas vias – combinando conversações sobre o programa nuclear iraniano com um aumento exponencial da presença militar –, os sinais de um acordo são escassos.

Os conselheiros Jared Kushner e Steve Witkoff reuniram-se esta semana em Genebra com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi. Apesar de ambos os lados mencionarem “progressos”, as divergências continuam a ser profundas e as autoridades americanas não demonstram otimismo quanto ao entendimento entre as partes.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, reforçou esta postura ao afirmar que, embora Trump deseje um acordo, já definiu “linhas vermelhas” que os iranianos ainda não aceitaram, sugerindo que a via diplomática pode estar a chegar ao seu “fim natural”.

Enquanto as negociações estagnam, o poderio militar americano na região continua a crescer. Três exemplos disso: o contingente inclui agora dois porta-aviões, uma dezena de navios de guerra e centenas de aviões de caça; só nas últimas 24 horas, mais 50 caças F-35, F-22 e F-16 foram enviados para a região; e foram realizados mais de 150 voos de carga militar para transportar sistemas de armamento e munições.

90% de probabilidade de ação militar

Segundo o “Axios”, o Governo de Israel está a preparar-se para um cenário de guerra num prazo de dias, defendendo uma estratégia maximalista que inclui a mudança de regime e a destruição dos programas nuclear e de mísseis do Irão.

Nos Estados Unidos, as opiniões sobre o calendário dividem-se: enquanto alguns senadores falam em semanas, um conselheiro de Trump estima em 90% a probabilidade de uma ação militar ocorrer muito em breve, afirmando que “o chefe está a ficar farto”.

A administração americana deu ao Irão um prazo de duas semanas para apresentar uma proposta detalhada. Recorde-se, ainda assim, que a 19 de junho do ano passado a Casa Branca também estabeleceu uma ‘janela’ de duas semanas para Trump decidir entre novas negociações ou ataques contra o regime iraniano, mas, escassos três dias depois, lançou a Operação Martelo da Meia-Noite.


Ainda de acordo com fontes ouvidas pelo “Axios”, uma operação militar dos Estados Unidos no Irão seria provavelmente uma campanha maciça, com duração de semanas, mais semelhante a uma guerra total do que à operação pontual do mês passado na Venezuela para depor Nicolás Maduro.

Funcionários destacados da segurança nacional informaram Trump que os militares estão prontos para possíveis ataques contra o Irão já no sábado, mas o prazo para qualquer ação poderá estender-se para lá deste fim de semana, avançou entretanto a CBS News, que ouviu fontes com conhecimento do processo.

“Muitas razões e argumentos” para atacar

A porta-voz da Casa Branca afirmou esta quarta-feira que o Irão “faria bem” em chegar a um acordo com os Estados Unidos e considerou que há “muitas razões e argumentos” para atacar o país. Karoline Leavitt disse que se registaram “pequenos avanços” diplomáticos, mas que persistem divergências no curso das negociações sobre o nuclear, após uma segunda ronda em Genebra que durou três horas e meia.


Fonte: Expresso



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