EUA podem usar Base das Lajes para atacar Irão desde que respeitem tratado com Portugal, admite MNE

 

Paulo Rangel foi questionado se Portugal autorizou formalmente a utilização da Base das Lajes no contexto de uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra o Irão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, admitiu esta segunda-feira que os Estados Unidos podem usar a Base das Lajes para uma operação militar contra o Irão, desde que respeitem os termos do tratado assinado com Portugal.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, Paulo Rangel foi questionado se Portugal autorizou formalmente a utilização da Base das Lajes no contexto de uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra o Irão.

O ministro respondeu que "o uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos tem sido feito exclusivamente, e como tem de ser, de acordo com o tratado que existe entre os dois países".

Segundo Rangel, o Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos, assinado em 1995, prevê "autorizações tácitas, que são dadas com um prazo relativamente curto", mas é apenas para "sobrevoo, estacionamento, e escala de aeronaves" na base localizada na ilha Terceira, nos Açores.

Rangel admitiu que, nas últimas semanas, o recurso a essas autorizações tácitas tem sido "maior do que o habitual", mas salientou que isso já aconteceu "mais do que uma vez" desde que assumiu o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, em abril de 2024.

"Se me perguntar se a intensidade nas últimas semanas das autorizações é maior, é verdade. Tem sido habitual. Já aconteceu, no meu mandato, mais do que uma vez haver esse uso mais intenso. Mas, sinceramente, não há nenhum quadro que não o geral. Qualquer outra operação não tem de ser autorizada, nem conhecida, por Portugal. Nunca foi, não é agora que ia ser", frisou Rangel.

"Os EUA podem, para qualquer operação, usar sem dar conhecimento, é assim que está nos tratados e é assim em todas as bases europeias, nos mais variados países", acrescentou.

Fonte: Euronews



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