Bruxelas propõe 20º pacote de sanções à Rússia e quer que seja aprovado antes do quarto aniversário da guerra na Ucrânia

 A presidente da Comissão propõe a proibição total dos serviços marítimos para o petróleo russo, em coordenação com os países do G7. Novo pacote atinge ainda os serviços financeiros e comércio e terá agora de ser aprovado pelos 27 governos.

Bruxelas põe em cima da mesa mais um pacote de sanções à Rússia, quando faltam duas semanas para os quatro anos de Guerra na Ucrânia e ainda não há um plano de paz à vista. A presidente da Comissão Europeia acredita que um novo pacote de medidas restritivas - é já o vigésimo - pode ajudar na pressão sobre Putin e apela a que seja aprovado antes de 24 de fevereiro.

"Enquanto importantes negociações de paz estão em curso em Abu Dhabi, temos de ser realistas: a Rússia só se sentará à mesa com intenções genuínas se for pressionada a fazê-lo. Esta é a única linguagem que a Rússia compreende. É por isso que estamos a intensificar os nossos esforços hoje", escreveu esta sexta-feira Ursula von der Leyen, em comunicado.


A alemã propõe a proibição total dos serviços marítimos para o petróleo russo, ainda que em coordenação com o G7, as sete economias mais ricas do mundo. "Isso reduzirá ainda mais as receitas energéticas da Rússia e tornará mais difícil encontrar compradores para o seu petróleo. Como o transporte marítimo é um negócio global, propomos a implementação desta proibição total em coordenação com parceiros com ideias semelhantes, após uma decisão do G7."

Aumenta também a lista de navios sancionados - mais 43, atingindo um total de 640 - da chamada frota fantasma de Moscovo, um largo conjunto de embarcações e velhos petroleiros que têm servido para transportar petróleo e contornar as sanções impostas pela UE.


A pressão mantém-se também sobre o setor bancário. "Este é o ponto fraco da Rússia, e estamos a exercer forte pressão sobre ele", diz Von der Leyen. Para dificultar o financiamento do Kremlin, há mais 20 bancos regionais russos na lista de sancionados e novas medidas contra criptomoedas.

Há ainda um terceiro bloco de medidas, com novas proibições de exportações para a Rússia de bens e serviços – desde borracha a tratores e serviços de cibersegurança, no valor de mais de 360 milhões de euros – a que se somam novas proibições à importação de metais, produtos químicos e minerais críticos, que ainda não estavam sujeitos a sanções, no valor de mais de 570 milhões de euros.


"Introduzimos novas restrições à exportação de artigos e tecnologias utilizados pelos esforços militares da Rússia, tais como materiais utilizados para produzir explosivos. Propomos uma quota para o amoníaco, a fim de limitar as importações existentes", pode ler-se ainda em comunicado.

É ainda ativado, pela primeira vez, a chamada ferramenta "anticircunvenção", proibindo a exportação de quaisquer máquinas de controlo numérico computadorizado e rádios para países onde haja um risco elevado de esses produtos serem reexportados para a Rússia.

O 20º pacote de sanções a Moscovo terá agora de ser aprovado por unanimidade, pelos Governos dos 27. A presidente da Comissão apela a um acordo "rapidamente", antes de dia 24 de fevereiro. "Tal medida enviaria um sinal forte antes do sombrio quarto aniversário desta guerra", escreveu nas redes sociais.


Fonte: Expresso



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