Atrasos nas sanções contra a Rússia são "fracasso para a Europa", diz ministra dos Negócios Estrangeiros sueca
A ministra dos Negócios Estrangeiros sueca disse ao programa matutino Europe Today, da Euronews, que qualquer atraso nas sanções da UE ou no apoio à Ucrânia enfraquece a pressão sobre Moscovo, num momento crítico da guerra russa, em vésperas do seu quarto aniversário.
"Cada atraso que temos na adoção de um pacote de sanções é um fracasso para a Europa", disse a ministra, apelando a um maior apoio à Ucrânia.
"Precisamos de aumentar a pressão sobre a Rússia, daí as sanções, e espero que hoje se comportem como europeus, mas não tenho a certeza", acrescentou.
Os seus comentários surgem apenas 24 horas depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, ter afirmado que Budapeste iria bloquear quaisquer novas sanções da UE contra a Rússia na reunião desta segunda-feira dos ministros dos Negócios Estrangeiros "até que a Ucrânia retome o trânsito de petróleo para a Hungria e Eslováquia através do oleoduto Druzhba".
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE estão reunidos em Bruxelas, na segunda-feira, para finalizar a 20ª ronda de sanções contra Moscovo. O objetivo é aprovar o pacote de sanções a tempo da terça-feira, dia em que se assinalam os quatro anos da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Na semana passada, a Hungria e a Eslováquia anunciaram a suspensão das exportações de gasóleo para a Ucrânia, acusando Kiev de restringir deliberadamente os fluxos de petróleo russo através do oleoduto Druzhba.
Esta medida pode complicar a unanimidade necessária entre os 27 Estados-membros para adotar novas sanções.
O diferendo põe em evidência a atual fricção entre os dois governos dos Estados-membros da UE - que continuam a importar volumes significativos de petróleo e gás russos - e Kiev, que tem instado repetidamente os dois países a cortarem totalmente a sua dependência da energia russa.
A Hungria disse que também vai bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros da UE à Ucrânia, o que causou frustração entre outros países da UE, uma decisão que Malmer Stenergard criticou como uma "vergonha".
"É uma vergonha que não o deixem passar, mas vamos continuar a pressioná-los. Receio que haja muita política interna em tudo isto, com as eleições a aproximarem-se na Hungria", concluiu.
Fonte: Euronews
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