Zelensky anuncia acordo com EUA e cimeira com Rússia

 Zelensky anuncia acordo com os EUA sobre garantias de segurança para a Ucrânia e confirma cimeira trilateral com Washington e Moscovo, a partir de sexta-feira, nos Emirados Árabes Unidos, apesar de impasses territoriais.

Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a acordo sobre garantias de segurança para Kiev após uma eventual cessação das hostilidades com a Rússia, anunciou esta quarta-feira (22.01) o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.

“As garantias de segurança estão prontas”, afirmou Zelensky aos jornalistas, depois de um encontro com o Presidente norte-americano, Donald Trump, no âmbito das iniciativas de paz promovidas pela Casa Branca para o conflito iniciado por Moscovo em fevereiro de 2022. Segundo o líder ucraniano, o documento terá ainda de ser assinado pelos presidentes e, posteriormente, enviado aos parlamentos nacionais.

Territórios continuam sem acordo

Apesar do avanço no dossiê das garantias de segurança, Zelensky reconheceu que não existe entendimento sobre os territórios do leste da Ucrânia reivindicados por Moscovo.
“Tudo gira em torno da parte oriental do nosso país. Tudo gira em torno dos territórios. Esse é o problema que ainda não resolvemos”, declarou.

As divergências territoriais continuam a bloquear parte das negociações promovidas por Washington.

Cimeira trilateral a partir de sexta-feira

Ainda em Davos, o Presidente ucraniano anunciou a realização de uma cimeira trilateral entre Ucrânia, Estados Unidos e Rússia, a partir de sexta-feira, nos Emirados Árabes Unidos, prolongando-se até sábado e domingo.

Zelensky indicou que a iniciativa partiu de Washington, mas mostrou reservas quanto à confirmação dos preparativos. “Espero que os Emirados estejam cientes disto. Por vezes, somos surpreendidos por estas situações vindas do lado americano”, afirmou. 

O líder ucraniano não especificou o formato do diálogo nem se haverá contactos diretos entre negociadores de Kiev e Moscovo, mas considerou positivo o início do processo. “Acho que é bom que, a um nível tático, esta reunião esteja a começar. É melhor ter reuniões do que não ter qualquer diálogo”, disse, defendendo que a Rússia também deve estar preparada para compromissos.

Fone:DW



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