Tom Homan, que Trump mandou para Mineápolis, “defende o mesmo extremismo estatal paramilitar” que o seu antecessor

 Em reação à impopularidade das operações dos serviços de imigração nos Estados Unidos, Donald Trump mandou “czar da fronteira” para o Minnesota. Tom Homan promete concentrar-se na identificação de imigrantes ilegais com antecedentes criminais, em vez da abordagem indiscriminada que já causou mortes nas cidades americanas. A mudança será real, ou apenas cosmética?

Jornalista

Donald Trump enviou o seu “czar da fronteira” para Mineápolis depois de dois cidadãos dos Estados Unidos da América (EUA) terem morrido baleados por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A mais recente vítima foi o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, no sábado. A decisão de mandatar Tom Homan para fiscalizar as operações (Metro Surge) do ICE no Minnesota fez alguns republicanos respirar de alívio,

O escolhido é um veterano da segurança pública que defendeu algumas das políticas controversas do atual Presidente, incluindo a separação de crianças e famílias que atravessavam a fronteira, no seu primeiro mandato. Aos 64 anos, Homan acumula décadas de experiência nesta área.

“É apenas uma mudança cosmética”, alerta, em declarações ao Expresso, Theda Skocpol, professora de política e sociologia na Universidade de Harvard. Homan “defende o mesmo extremismo estatal paramilitar e Trump está apenas a fazer manobras para evitar a culpa”, diz a académica, que recebeu, em 2007, o Prémio Johan Skytte em Ciência Política.

Fonte: Expresso



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