Tecnologia obsoleta faz Moçambique levar 3 horas para prever ciclones

 O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) de Moçambique admitiu publicamente que as limitações nos seus recursos tecnológicos estão a atrasar a emissão de avisos cruciais à população.

Num momento em que o país enfrenta cheias generalizadas, a instituição revelou que a análise e interpretação de dados meteorológicos chega a demorar três horas, um intervalo de tempo que pode ser fatal em situações de emergência.

Segundo Mussa Mustafa, diretor-geral adjunto do INAM, o acompanhamento de fenómenos complexos como ciclones tropicais exige o processamento de um volume imenso de informações. Actualmente, o processo manual e a falta de sistemas automatizados fazem com que o alerta demore o triplo do tempo que levaria, se a instituição dispusesse de tecnologias modernas, como radares inovadores e satélites meteorológicos avançados. O responsável sublinha que a meta seria reduzir este tempo de resposta para apenas uma hora.

Apesar dos entraves técnicos, o INAM emitiu um aviso amarelo para a região sul do país, devido à aproximação de uma depressão tropical no Canal de Moçambique. O fenómeno deverá provocar chuvas intensas e ventos com rajadas até 70 quilómetros por hora, afectando principalmente as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. Além do vento, prevê-se uma forte agitação marítima com ondas que podem atingir os quatro metros.

FonteL Folha de Maputo



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