Resistência ucraniana reivindica sabotagem a fábrica militar russa a 1.300 km da fronteira
A fábrica BUMMASH é estratégica para o esforço de guerra do Kremlin, sendo responsável pela produção de bens de duplo uso, bem como aço e produtos metalúrgicos essenciais para o fabrico de armamento e equipamento pesado
O movimento de resistência armada "Atesh" reivindicou, esta terça-feira, a autoria de uma sabotagem contra uma subestação elétrica na República de Udmúrtia, no interior da Rússia. A ação terá interrompido o fornecimento de energia à fábrica "BUMMASH", uma infraestrutura vital para o complexo militar-industrial russo.
Segundo um comunicado divulgado pelo grupo na plataforma Telegram, um operacional danificou equipamentos na subestação localizada a norte da cidade de Izhevsk, a capital regional. O ataque provocou um corte de energia que paralisou parcialmente as operações da unidade metalúrgica.
A fábrica BUMMASH é estratégica para o esforço de guerra do Kremlin, sendo responsável pela produção de bens de duplo uso, que podem ser utilizados para fins civis e militares, bem como aço e produtos metalúrgicos essenciais para o fabrico de armamento e equipamento pesado utilizado na invasão da Ucrânia.
Embora a extensão exata dos danos ou a gravidade das interrupções no fornecimento elétrico não tenham sido confirmadas por fontes independentes, este incidente marca uma mudança significativa no raio de ação dos grupos de resistência.
O movimento "Atesh" tem reivindicado ataques frequentes em território russo e em zonas ocupadas da Ucrânia, focando-se habitualmente em nós ferroviários, locomotivas e fábricas de defesa. No entanto, a maioria destas ações ocorre em regiões mais próximas da linha da frente.
A sabotagem em Udmúrtia representa um ataque profundo na retaguarda russa. Izhevsk situa-se a mais de 1.300 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, demonstrando uma capacidade operacional do grupo muito superior à registada em incidentes anteriores.
Recentemente, o grupo intensificou o foco em subestações elétricas que alimentam componentes-chave da máquina de guerra russa, numa tentativa de desgastar a logística militar de Moscovo a partir do interior.
Fonte: CNN
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