Prisão domiciliar para Bolsonaro ‘seria um perigo’, alerta advogado e cientista político
Para Jorge Rubem Folena, transferência para a Papudinha foi acertada
Após semanas de muita pressão, a família e os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conseguiram fazer com que ele saísse da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde estava preso desde novembro. O objetivo, porém, não foi cumprido por completo. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência para a chamada Papudinha, também na capital federal, e não para prisão domiciliar. Um acerto, na avaliação do advogado e cientista político Jorge Rubem Folena.
Para Folena, Bolsonaro deixou claro que cogitava fugir quando danificou a tornozeleira eletrônica, em novembro. Ao atacar o dispositivo com um ferro de solda, ele deixou, na impressão do advogado, “uma má impressão” perante a Justiça brasileira, e isso terá reflexos nas decisões tomadas a respeito da condenação a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
“Ele regressar para a casa dele seria um perigo. Poderia, a qualquer momento, fugir. Um condenado tem que cumprir a pena no estabelecimento prisional”, afirmou Folena em entrevista ao jornal Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, nesta sexta-feira (16).
Fonte: BrasildeFato
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