Nas últimas três semanas, Donald Trump tem mudado de prioridades em relação ao Irão. Os objetivos do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) para o país asiático passaram da defesa dos manifestantes contra o regime para a negociação de um novo acordo nuclear com Teerão.
Irão e EUA adiantaram que os canais diplomáticos estão abertos e que decorre algum tipo de diálogo. “Isto pode indicar que o Governo dos EUA vê um Irão enfraquecido — um regime impopular, sem aliados regionais e a enfrentar uma grave crise económica — e acredita que é o momento de utilizar um grande acordo nuclear como moeda de troca”, diz ao Expresso John Strawson, perito em Estudos do Médio Oriente na University of East London.
Este investigador afirma que a situação “é cada vez mais semelhante à da Venezuela, onde a intervenção dos EUA culminou na captura de Nicolás Maduro, podendo começar a negociar com um Governo mais complacente”. Assim, se Trump não conseguir o acordo que deseja, que é o fim completo das ambições nucleares iranianas, “irá, sem dúvida, atacar o Irão”, atira Strawson.
Os EUA reuniram importantes recursos militares no Golfo, tanto presença naval significativa como forças aéreas adicionais. A chegada do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln — reforçado com contratorpedeiros e aeronaves adicionais no Médio Oriente — “representa a clássica diplomacia da força dos EUA sob a renovada estratégia de ‘pressão máxima’ de Trump”, admite ao Expresso o professor de política internacional Inderjeet Parmar.
Fonte: Expresso
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