Xi Jinping diz que Médio Oriente não deve ser palco de rivalidades entre grandes potências
Durante um encontro com o sultão de Omã, apelou ao reforço da cooperação energética com a China.
"A China está disposta a reforçar a comunicação e a coordenação com Omã e outros países árabes e membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para contribuir para o restabelecimento, o mais rapidamente possível, da paz e da tranquilidade", afirmou.
Xi defendeu também o alargamento da cooperação energética em todas as suas vertentes.
"Pequim está disposta a articular as suas estratégias de desenvolvimento com as de Mascate e a tornar-se um parceiro energético estável e fiável, um parceiro de investimento com grande potencial e um parceiro na cooperação tecnológica e na inovação", sublinhou.
Haitham bin Tariq destacou o papel "indispensável" da China na defesa da paz e da estabilidade mundiais e manifestou disponibilidade para "estreitar a coordenação" com Pequim, "defender o direito internacional" e "manter a resolução pacífica das divergências", segundo a versão chinesa do encontro.
O sultão salientou ainda que a China é, há vários anos, o principal parceiro comercial de Omã e defendeu o reforço da cooperação nos setores do comércio, investimento, indústria, infraestruturas ou ciência e tecnologia.
Omã desempenhou um papel fundamental como mediador entre o Irão e os Estados Unidos, antes de Washington e Israel terem iniciado, em fevereiro, a guerra contra a República Islâmica.
Na quarta-feira passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al Busaidi, instou os Estados Unidos e Israel a "deixarem o Irão em paz" e apelou à criação de um quadro de cooperação entre Teerão e os seus vizinhos árabes aliados de Washington.
As declarações surgiram na sequência de novas ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de retomar os bombardeamentos contra o Irão.
O conflito, que provocou o encerramento do estreito de Ormuz e perturbou o comércio mundial, também prejudicou Pequim, uma vez que cerca de 45% do petróleo e do gás importados pela China transitavam por aquela via marítima.
Fonte: Expresso

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