Ucrânia ataca terminal petrolífero em São Petersburgo; Rússia diz ter abatido 1.015 drones
Um ataque ucraniano provocou um incêndio num terminal petrolífero de São Petersburgo e atingiu infraestruturas civis em três bairros da cidade. Moscovo afirma ter abatido 1.015 drones ucranianos durante a noite, em 15 regiões da parte europeia da Rússia.
As defesas antiaéreas russas abateram 1.015 drones ucranianos durante a noite, segundo um comunicado divulgado este domingo pelo Ministério da Defesa da Rússia.
Em São Petersburgo, o ataque provocou incêndios em infraestruturas civis de três bairros, incluindo no terminal petrolífero da cidade, afirmou o governador local, Alexandre Beglov. Não foram registadas vítimas, acrescentou.
Na região de Leninegrado, que rodeia São Petersburgo, foram intercetados 126 drones, segundo o governador regional, Alexandre Drozdenko. Um centro de dados nos arredores da cidade também foi alvo de um ataque, de acordo com a rede social russa VK, que afirmou que os seus serviços continuavam a funcionar normalmente.
O aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, restringiu a atividade por razões de segurança. Em Moscovo, o presidente da câmara, Serguéi Sobianin, afirmou que mais de 500 drones foram abatidos quando se dirigiam para a capital. O responsável anunciou também o encerramento de aeroportos, num contexto de cancelamentos e atrasos de voos nos últimos dias.
Entre as regiões atingidas estão ainda Belgorod, Kursk e Bryansk, junto à fronteira com a Ucrânia, bem como Krasnodar, no sul da Rússia, e a Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.
O ataque a São Petersburgo atinge um setor importante para as exportações russas. A cidade e a região envolvente concentram infraestruturas petrolíferas ligadas ao comércio de hidrocarbonetos, alvo de ataques ucranianos nos últimos meses.
A ofensiva ocorre num momento de tensão em torno da trégua energética anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump. Kiev acusa Moscovo de não ter respeitado a pausa nos ataques e anunciou a retoma das operações contra refinarias russas.
Trump criticou a decisão ucraniana e afirmou ser “mais difícil” trabalhar com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, do que com o homólogo russo, Vladimir Putin.
Fonte: Expresso

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