Mais um porta-aviões e milhares de soldados americanos a caminho do Irão
As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram milhares de soldados a bordo de um grupo de navios para o Médio Oriente. Até ao final de novembro, três porta-aviões e dois grupos de desembarque anfíbios estarão posicionados junto do Irão.
As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram cerca de 9000 soldados a bordo de um grupo de navios para o Médio Oriente. Segundo a Al-Jazeera e a AP, fontes norte-americanas garantem que o dispositivo a caminho do Irão pode chegar aos três porta-aviões e dois grupos de ataque anfíbios até novembro. O novo destacamento inclui ainda reforços aéreos, incluindo caças F-35, e pode somar-se aos 50 mil militares norte-americanos estacionados na região.
O grupo de navios que se dirige agora para o Médio Oriente transporta mais de 7000 marinheiros e 2000 fuzileiros. O grupo de ataque do porta-aviões inclui o USS Theodore Roosevelt, que foi recentemente mobilizado juntamente com o cruzador USS Chosin, e o grupo de prontidão anfíbia do USS Makin Island conta com os navios de desembarque anfíbio USS John P. Murtha e USS Anchorage.
O reforço da presença militar norte-americana acontece numa altura em que o Presidente Donald Trump volta a alertar que podem estar no horizonte novos ataques contra o Irão, apesar das suas promessas iniciais de uma campanha que duraria apenas algumas semanas. A movimentação de tropas sublinha as indefinições sobre o futuro do conflito, com as eleições intercalares nos Estados Unidos a aproximarem-se
Para além disso, Trump disse aos jornalistas que os indícios iniciais sugerem que o Irão tem ligações ao copiloto da FlyDubai acusado de esfaquear o comandante e de tentar despenhar um voo com destino a Israel na quarta-feira. Numa conversa com os repórteres na Casa Branca, Trump mencionou a ligação quando questionado por um jornalista: "Diria que a resposta, com base no que estou a ouvir, é 'sim', mas estamos a trabalhar nisso neste momento", realçou, sem fornecer detalhes. O chefe de Estado norte-americano acrescentou que, se o vínculo com o Irão for comprovado, os Estados Unidos retaliariam.
A Reuters informou que as autoridades israelitas, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita continuam a investigar o incidente e que não havia sido encontrada evidência de uma ligação ao Irão. Há contudo uma informação adicional sobre o suspeito: o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em entrevista à Fox News que os investigadores acreditam que o suspeito foi submetido a uma "doutrinação islâmica radical".
Fonte: Expresso
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