França: cidades decretam recolher obrigatório parcial, PM critica extrema-esquerda e diz que não se deixará “intimidar”
O Governo francês procura responder à crise política e social depois de um fim de semana de tumultos violentos um pouco por todo o país. Sébastian Lecornu atribui culpas à extrema-esquerda e o candidato presidencial Jean-Luc Melénchon responde que tem de provar a acusação. Pelo meio, o ministro da Administração Interna quis demitir-se, mas Macron impediu.
Pelo menos quatro cidades francesas já decretaram recolher obrigatório, numa tentativa de conter a onda de violência registada nos últimos dias, com destaque para os confrontos do fim de semana em várias cidades. As autoridades locais de Lille, Douai, Wattignies e Denain, no norte de França impuseram ordem de recolher entre as seis da tarde e as quatro da manhã, segundo adianta a France24. Em algumas zonas do centro da cidade de Paris, foi proibida a concentração de pessoas entre as onze da noite desta segunda-feira até às seis da manhã de terça-feira e o mesmo deve acontecer na cidade de Nice, de acordo com o jornal Le Monde.
A ordem foi dada aos autarcas pelo primeiro-ministro francês, Sébastien LeCornu, depois de uma reunião de emergência de vários elementos do Governo, na sequências dos violentos tumultos, incêndios e pilhagens em várias cidades, que, no fim de semana, resultaram em confrontos entre polícia e manifestantes.
Por causa dos vários incidentes, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, quis demitir-se, assumindo, numa entrevista à rádio France Inter "toda a responsabilidade pela situação". Foi travado pelo Presidente Emmanuel Macron, que recusou, alegando a "necessidade de manter o comando das forças da ordem no contexto atual", segundo um comunicado do Palácio do Eliseu.
Já o primeiro-ministro imputou responsabilidades a grupos radicais da extrema-esquerda, o que levou o anunciado candidato da esquerda às eleições presidenciais em França a contestar a acusação: Jean-Luc Mélenchon aconselha Lecornu a provar as suas palavras ou a “pedir desculpa e calar-se”.
Fonte: Expresso

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