Bombardeamentos russos em Kiev provocam pelo menos um morto e encerram ponte



A ponte Pivdeni e outras estruturas foram danificadas e encerradas ao trânsito.

Pelo menos uma pessoa morreu na sequência de novos bombardeamentos russos contra Kiev, que atingiram esta sexta-feira, pela segunda vez em menos de 24 horas, uma das pontes sobre o rio Dniepre, que atravessa a capital ucraniana.

Segundo as autoridades locais, a ponte Pivdeni e outras duas estruturas que ligam as duas margens da cidade encontram-se total ou parcialmente encerradas ao trânsito. Até ao momento, não foram divulgados pormenores sobre os eventuais danos nas outras duas pontes.

A administração militar de Kiev informou, através da plataforma Telegram, que uma pessoa morreu na sequência de um ataque contra um edifício residencial no distrito de Darnítsia, situado na margem oriental do rio Dniepre. O bombardeamento provocou ainda danos num edifício de 25 andares.

"Infelizmente, na sequência de um ataque inimigo contra um edifício residencial no distrito de Darnítsia, morreu uma pessoa", informou a administração militar da capital na plataforma Telegram.

O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, explicou que o impacto de um drone danificou a estrutura de suporte da ponte Pivdeni, a faixa de rodagem e a barreira de proteção da linha de metro que atravessa a infraestrutura.

Na quinta-feira, a queda de dois drones russos nas proximidades da ponte já tinha obrigado ao seu encerramento temporário. A circulação rodoviária foi retomada pouco depois, após uma avaliação técnica ter concluído que as fundações não tinham sido afetadas.

Os ataques ocorrem num contexto de intensificação dos bombardeamentos de longo alcance entre a Rússia e a Ucrânia. Na quinta-feira, o Presidente russo rejeitou uma suspensão recíproca deste tipo de ataques, uma possibilidade defendida por Kiev e Washington.

Nos últimos meses, ambos os países têm intensificado as operações contra infraestruturas e instalações situadas em território adversário, com consequências para a população civil e para a atividade económica.

As forças russas têm visado, entre outros alvos, armazéns, postos de abastecimento, centros comerciais, navios que partem dos portos ucranianos do mar Negro e, mais recentemente, centros de dados e operadores de telecomunicações.

Por seu lado, a Ucrânia tem lançado ataques contra refinarias e depósitos de petróleo russos, armazéns de grandes empresas de comércio eletrónico e navios de carga no mar Negro.


Fonte: Expresso

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