“A investigação à morte de Samora Machel não está terminada”: Joaquim Chissano em entrevista
Chegou à Presidência de Moçambique após a morte de Samora Machel, a 19 de outubro de 1986, e ficou no cargo mais de 18 anos. Quatro décadas depois, partilha com o Expresso as perguntas que ainda faz. Sobre a guerra na Ucrânia, diz que “pode não ser conveniente” usar o termo ‘invasão’. Fala ainda do terrorismo em Cabo Delgado, da morte de um jornalista durante o seu tempo no poder e da relação com Portugal, incluindo sobre eventuais reparações coloniais.
HOJE, cumprem-se 40 anos desde a queda do avião presidencial em Mbuzini, na África do Sul, que matou Samora Machel e levou à Presidência de Moçambique o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Joaquim Chissano. Este soube do acidente numa escala forçada na Beira, quando regressava de Nova Iorque. Já como chefe de Estado, quando lhe comunicaram que o inquérito estava encerrado, fez a pergunta que ainda hoje repete: onde estava instalado o VOR [ajuda-rádio à navegação aérea] que levou o navegador soviético a mudar de rumo?
Fonte: Expresso

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