Trump critica libertação de cinco britânicos detidos junto a base militar usada pelos EUA
Cinco britânicos detidos no domingo perto da base aérea de RAF Fairford foram libertados sob caução após interrogatórios, mas continuam sob investigação por suspeitas de terrorismo e crimes relacionados com explosivos. Donald Trump disse estar “surpreendido” com a decisão e afirmou que não os teria libertado.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou hoje a libertação sob fiança dos cinco britânicos detidos no domingo perto de uma base militar em Inglaterra utilizada pelo exército norte-americano.
"Estou surpreendido por terem libertado estas pessoas. Eu não o teria feito", sublinhou o republicano durante uma conversa com jornalistas na Sala Oval.
O chefe da polícia antiterrorista britânica, Laurence Taylor, afirmou que, "na sequência de interrogatórios e investigações exaustivos", os cinco homens detidos foram "libertados sob caução".
Os homens, todos cidadãos britânicos com idades compreendidas entre os 23 e os 25 anos e residentes em Londres, foram detidos no domingo sob suspeita de terrorismo e crimes relacionados com explosivos.
Os suspeitos foram detidos na madrugada de domingo, após três carrinhas terem sido avistadas perto da RAF Fairford, uma base militar britânica utilizada pelos Estados Unidos há várias décadas, incluindo nos recentes bombardeamentos contra o Irão.
"Para que fique bem claro, isto não significa que a investigação tenha terminado. Estão sujeitos a condições rigorosas no que diz respeito às suas deslocações e ao contacto com terceiros. Continuam, evidentemente, sob investigação, à medida que exploramos várias linhas de inquérito", salientou Laurence Taylor, durante uma declaração aos jornalistas em Londres.
O responsável disse que a polícia mantém "uma mente aberta nesta investigação" e que está a avaliar "todos os ângulos possíveis, incluindo a possibilidade de se tratar de um ato cometido por indivíduos que, consciente ou inconscientemente, atuam em nome de um Estado estrangeiro".
"Já falei anteriormente sobre a crescente amplitude e complexidade das ameaças que enfrentamos. Muitas vezes, esta ameaça manifesta-se sob a forma de atividade criminosa, frequentemente em pequena escala, e cometida por indivíduos cujo objetivo principal não é o terrorismo, mas sim um ganho financeiro rápido", referiu.
A investigação, lançada na madrugada de domingo, levou à criação de um perímetro de 400 metros em redor de três carrinhas brancas e à evacuação de 85 casas na aldeia de Whelford, perto da base militar.
Especialistas militares em desativação de explosivos utilizaram um robô para examinar os veículos, mas a polícia não revelou o que foi encontrado no interior.
A imprensa britânica noticiou que a polícia está a investigar uma possível ligação ao Irão, mas a embaixada de Teerão em Londres rejeitou "categoricamente" qualquer envolvimento e condenou "veementemente as recentes especulações infundadas e maliciosas".
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, anunciou hoje que irá convocar uma reunião de crise, conhecida como "Cobra".
"O que posso dizer é que irei presidir a uma reunião 'Cobra' ainda esta tarde, simplesmente para nos certificarmos de que temos uma visão completa da situação e de que dispomos de toda a informação necessária", afirmou Burnham à rádio LBC.
Fonte: Expresso
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