Enviados norte-americanos chegam a Moscovo para negociações de paz com Zelensky a denunciar novos ataques à Ucrânia
Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner chegaram a Moscovo para mediar as conversações de paz entre a Rússia e Ucrânia. Volodymyr Zelensky denunciou entretanto ataques dos russos a dois aeroportos na Ucrânia.
Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner já chegaram a Moscovo com o objetivo de reavivar os esforços de negociação para colocar um fim à invasão russa em grande escala da Ucrânia, que teve início em fevereiro de 2022, segundo os órgãos de imprensa estatais russos.
A visita acontece em plena intensificação dos ataques aéreos de ambos os lados do conflito.
Os enviados foram recebidos no aeroporto pelo enviado russo Kirill Dmitriev, informou a agência de notícias estatal russa Tass.
A última visita conhecida a Moscovo de Witkoff e Kushner, que é genro do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi em janeiro de 2026, quando se encontraram com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, no Kremlin.
E já depois de Volodymyr Zelensky dizer que esperava os enviados dos EUA na capital ucraniana no domingo, o presidente ucraniano veio denunciar uma série de ataques russos aos aeroportos de Kiev e Boryspil, afirmando que se trataram de tentativas da Rússia de sabotar as conversações diplomáticas que estão em curso com os Estados Unidos.
"Durante a noite, ocorreram ataques russos de grande impacto contra os nossos aeroportos, em Kiev e Boryspil [na região de Kiev]. Foi um ato deliberado, algo inédito em muito tempo", declarou Volodymyr Zelensky numa mensagem nas redes sociais.
O Presidente ucraniano descreveu os ataques como uma resposta às "discussões e preparativos para que o lado norte-americano pudesse utilizar um avião para chegar à Ucrânia e aterrar no aeroporto de Kiev".
Zelensky disse que enquanto os Estados Unidos estão a implementar medidas diplomáticas com Kiev, a Rússia está a responder com drones russos-iranianos 'Shaheds'.
O Presidente ucraniano afirmou que a Ucrânia "está empenhada no caminho da paz" e responsabilizou a Rússia pela atual escalada dos confrontos entre os dois países.
Trump confirmou que os seus enviados vão entregar uma proposta à Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia durante a visita a Moscovo, prevendo que o progresso nas negociações é "muito provável", embora o Kremlin insista que, "de momento", não existem condições concretas para interromper a guerra e tenha reduzido as expectativas para o encontro.
A Ucrânia tentou estabelecer um cessar-fogo temporário na linha da frente antes da visita dos enviados de Trump neste fim de semana a Moscovo e Kiev, mas tal se revelou impossível devido à recusa da Rússia, divulgou o jornal Ukrainska Pravda.
Fonte: Expresso
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