Enviados de Trump vão a Moscovo no fim de semana e depois a Kiev
Steve Witkoff e Jared Kushner deverão deslocar-se à Rússia e à Ucrânia nos próximos dias, num novo impulso de mediação dos Estados Unidos.
Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner deverão visitar Moscovo e Kiev este fim de semana, segundo a agência estatal russa Tass. Moscovo será o primeiro destino, avança a Tass, que cita uma fonte conhecedora do assunto.
De acordo com a mesma fonte, Witkoff e Kushner estão a intensificar os esforços de mediação e já existiram contactos telefónicos com o Governo ucraniano para este novo ímpeto.
Esta quinta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que esperava uma visita a Kiev dos enviados do de Donald Trump. "Estamos à espera que os enviados do Presidente dos EUA venham a Kiev. Recebemos confirmação deles: irão realizar reuniões em Moscovo e Kiev. Esperamos uma reunião nos próximos dias", disse no seu discurso diário, citado pela agência France-Presse (AFP).
"Isto é muito importante. É importante que a América continue ativa" neste trabalho diplomático, acrescentou Zelensky.
No final de julho, o Presidente ucraniano falou por telefone com os emissários de Donald Trump -- Steve Witkoff e Jared Kushner -- com o objetivo de "revitalizar a diplomacia".
A confirmar-se, é a primeira visita a Kiev de Witkoff e Kushner desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, e o início das conversações da sua administração para tentar encontrar uma saída ao conflito.
Steve Witkoff e Jared Kushner já visitaram Moscovo várias vezes como parte destas negociações, mas os esforços para travar a guerra desencadeada pela invasão russa em 2022 ainda não conduziram a um avanço diplomático.
Também têm passado para segundo plano na agenda de Washington desde o início da guerra no Médio Oriente em fevereiro deste ano.
A Ucrânia e os EUA ofereceram ao Presidente russo, Vladimir Putin, uma reunião a três com Zelensky e Trump para discutir, ao mais alto nível, os termos em que a guerra pode terminar.
O Kremlin rejeita esta proposta por agora e não aceita um cessar-fogo imediato para dar impulso às negociações propostas por Kiev com o apoio de Washington.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: Expresso
Comentários
Enviar um comentário