Administração Trump quer penalizar escolas privadas por critérios raciais
Políticas de diversidade que tenham em conta a raça na seleção de alunos poderão passar a ter consequências fiscais para instituições privadas de ensino nos Estados Unidos.
O governo norte-americano anunciou esta sexta-feira a intenção de tributar escolas e universidades privadas que aplicam critérios raciais nas admissões, geralmente por políticas de diversidade.
"Uma escola privada deixaria de estar habilitada" para a isenção fiscal "se adotasse, mantivesse ou implementasse uma política ou prática que discriminasse com base na raça, cor, nacionalidade ou etnia", sublinha o Departamento do Tesouro em comunicado.
O objetivo da revisão é, adianta, revogar a isenção de impostos federais das instituições de ensino privadas que "promovem práticas discriminatórias".
A medida deverá entrar em vigor no ano fiscal que começa a 31 de maio de 2027.
Esta iniciativa afetaria todos os níveis de ensino, desde o básico ao superior, representando "até 18 mil instituições" nos Estados Unidos, segundo cálculos do executivo
Segundo o Departamento de Educação, o recrutamento e a atribuição de bolsas de estudo podem, no entanto, continuar a “ajudar os alunos desfavorecidos utilizando critérios independentes da raça, como o rendimento familiar, a origem geográfica, etc.”
Desde que regressou à presidência, em janeiro de 2025, Donald Trump tem travado uma batalha política para desmantelar as práticas de «ação afirmativa», que visavam a inclusão da minoria afro-americana e outras, desde os campus universitários às empresas e ao governo.
Em maio, o Departamento de Justiça acusou a Escola de Medicina de Yale de discriminar candidatos brancos e asiáticos, após uma investigação sobre as práticas de diversidade na universidade de elite.
Fonte: Expresso
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